Joette Calabrese, HMC, CCH, RSHom
Publicado em Wise Traditions, Primavera 2010, “As plantas contra-atacam”
"Que alívio!" exclamou Travis, de dezasseis anos, ao acordar, certa manhã, com as forças renovadas. Na noite anterior, sofrera de febre de 40 graus, raiva descontrolada e uma dor de ouvidos insuportável. Após três doses do medicamento homeopático Belladonna e uma boa noite de sono, o adolescente pálido e emotivo estava completamente recuperado. Como era sábado, isso significava que poderia ir ao baile da escola nessa noite. Os seus pais não tinham dúvidas sobre os seus planos para a noite. Sabiam, por anos de experiência com a homeopatia, que quando o medicamento é o correcto, não há risco de recaída. Independentemente da intensidade da doença, reconheciam que o filho tinha recuperado totalmente.
Quando administrada corretamente, a homeopatia é uma forma de medicação incomparável. Não importa que seja documentada cientificamente, nem que seja aceite como norma pelos médicos em Inglaterra, Alemanha, França e Índia. O que importa para Travis e para milhares de outros adolescentes em todo o mundo é que funciona.
Como é que algo tão barato e suave pode fazer tanta diferença numa febre alta, ou em qualquer doença? A eficácia da homeopatia foi comprovada em revistas médicas de todo o mundo. Há mais de duzentos anos, ela mostrou-se clinicamente eficaz na resolução de doenças como a que Travis sofreu, sem efeitos secundários e num tempo surpreendentemente curto. Estes resultados são esperados, uma vez que a homeopatia estimula a capacidade da própria pessoa para terminar a doença naturalmente. Se, no caso da febre de Travis, lhe tivessem administrado um antibiótico e um analgésico, ele teria experimentado uma falsa sensação de bem-estar, sustentada por medicamentos fortes, que têm uma lista de efeitos secundários tão longa como a sua lista de contactos no telemóvel. Para muitos que recebem esta dosagem, tal doença transforma-se em episódios repetidos ao longo de meses. Este é um resultado comum em doenças que foram suprimidas pelos medicamentos convencionais.
A beladona, ou erva-moura, foi o medicamento escolhido pelos pais de Travis porque este tinha febre alta, os olhos vidrados e uma dor de ouvidos intensa. Além disso, a doença manifestou-se com muita força. Estes são os principais sintomas que precisam de estar presentes para que a beladona faça efeito. Se a febre fosse baixa, acompanhada de arrepios e se manifestasse num adolescente irritável, o remédio escolhido teria sido, provavelmente, a nux vomica. Ou, se a dor de ouvidos de Travis tivesse surgido com febre moderada, estivesse irritadiço e com uma bochecha vermelha e a outra pálida, poderia ter recebido camomila.
É assim que a seleção do medicamento deve ser detalhada e individualizada para cada paciente. Nenhum outro paradigma médico incorpora o indivíduo na escolha do medicamento. Aliás, uma das críticas comuns à medicina moderna é que nos trata a todos da mesma forma — o que não acontece com a homeopatia. E talvez ainda mais importante, se os pais de Travis tivessem cedido ao tratamento médico convencional para o filho, a infeção poderia ter sido controlada, mas teríamos ficado com o adolescente revoltado. Não admira que os pais que utilizam a homeopatia percebam que os seus filhos são muitas vezes menos problemáticos para a família depois de administrado o medicamento bem escolhido. A doença torna-se, na verdade, uma importante oportunidade para oferecer o remédio adequado para questões mais profundas.
O papel da homeopatia na saúde dos adolescentes vai muito para além do que se vê à primeira vista. Um medicamento que trata tanto uma febre alta e uma dor de ouvidos como a irritabilidade que as acompanha, representa o papel de um modelo médico dinâmico. No entanto, Travis não precisa de ser convencido da capacidade da homeopatia para resolver o problema. A sua única preocupação é como persuadir os pais a deixá-lo pedir o carro emprestado para o baile.
O princípio científico de que "o semelhante cura o semelhante" é o fundamento sobre o qual se baseia a homeopatia. A homeopatia utiliza plantas que frequentemente possuem características tóxicas e transforma-as em agentes curativos eficazes. Embora o medicamento Belladonna seja derivado da beladona, é um poderoso aliado na cura. De facto, a utilização deste medicamento homeopático é tão eficaz que até os médicos sem formação em homeopatia reconhecem a sua capacidade de curar diversas doenças.
Eis a sabedoria intrínseca que torna a homeopatia fascinante e profunda: os mesmos sintomas que podem ser causados por uma substância na sua forma bruta, tal como se encontra na natureza, podem ser neutralizados quando formulados num medicamento homeopático. Isto porque o método de preparação do medicamento é uma nanodiluição matemática que neutraliza os efeitos tóxicos, permitindo que os aspetos curativos se manifestem. Desta forma, podemos utilizar uma substância que seria prejudicial ou mesmo nociva na sua forma bruta, diluída de acordo com a Farmacopeia Homeopática Internacional, e tornar-se-á um medicamento de imenso poder. Possui a capacidade única de restaurar o bem-estar físico, bem como de equilibrar os aspetos emocionais ou mentais do indivíduo. Afinal, a verdadeira saúde não é a restauração do ser humano na sua totalidade — e não apenas do aspeto físico? Claro que sim!
Assim, a categoria rebelde das solanáceas, que pode desencadear inflamações, pode na realidade tornar-se um agente curativo quando utilizada corretamente. O próprio conjunto de sintomas caracterizado por pupilas dilatadas, bochechas vermelhas e febre alta é o que seria causado pela ingestão desta baga venenosa da solanácea. (O nome popular da planta, beladona, refere-se ao uso cosmético histórico do sumo da baga para dilatar as pupilas quando instilado nos olhos.) No entanto, graças a este método científico de ponta e aos pais cultos de Travis, a beladona ajudou-o a ir ao baile de sábado à noite. De facto, Travis poderá reconhecer algum dia que as solanáceas são vilãs até serem domadas pela metodologia homeopática. Que bom! Até lá, que melhor forma de lidar com adolescentes e plantas que, de outra forma, seriam mal-intencionadas! Mães como a de Travis usam o livro de Joette Calabrese para determinar o remédio correto para as febres. Quer saber como fazer também? A Joette está a oferecer o download GRATUITO do capítulo sobre febre e otite do seu livro "Cure Yourself and Family With Homeopathy" (Cure-se a si e à sua Família com Homeopatia). Experimente esta medicina segura e eficaz. Visitewww.homeopathyworks.net e clique em "Free Fever Chapter Download" (Download Gratuito do Capítulo sobre a Febre).
ALGUNS ESTUDOS SOBRE HOMEOPATIA
O Comité Europeu de Homeopatia (endereço: Chaussee de Bruxelles, 132, B-1190, Bruxelas, Bélgica) realizou uma revisão de ensaios clínicos em humanos utilizando um questionário de Qualidade de Vida e verificou que, ao avaliar o tratamento de 6915 doentes, 70% apresentaram uma melhoria clínica significativa com o uso de medicamentos homeopáticos (esta percentagem foi ainda maior nas crianças que receberam homeopatia) (Van Wassenhoven, 2005). O comité observou ainda uma melhoria de 75% nos doentes tratados com homeopatia (contra 65% de melhoria nos doentes tratados com medicina convencional) no caso de crianças hiperativas. Além disso, verificou uma melhoria de 67,3% nas infeções do trato respiratório (contra 56% com o tratamento convencional). De salientar que 22% dos doentes que receberam tratamento médico convencional relataram efeitos secundários, enquanto apenas 7,8% dos doentes que receberam tratamento homeopático relataram efeitos secundários.
Um dos poucos estudos que comparou o tratamento homeopático com o tratamento médico convencional de uma condição específica, utilizando um único medicamento convencional versus um único medicamento homeopático (uma fórmula homeopática), foi publicado numa revista da AMA (Weiser, 1998). Este estudo comparou os resultados no tratamento da vertigem, com metade dos participantes a receber um medicamento homeopático (uma combinação de quatro medicamentos homeopáticos) e a outra metade a receber um medicamento convencional (betaistina). O estudo mostrou que aqueles que receberam o medicamento homeopático obtiveram resultados pelo menos tão bons como aqueles que receberam o medicamento convencional, embora o medicamento homeopático fosse consideravelmente mais seguro e menos dispendioso.